Golpes envolvendo criptomoedas seguem em expansão em 2026, impulsionados pelo aumento do número de pessoas operando criptoativos e pela velocidade com que valores podem ser transferidos para fora do alcance imediato da vítima. O cenário atual mostra fraudes cada vez mais organizadas, com aparência profissional, linguagem técnica e estruturas que simulam corretoras, plataformas de investimento e serviços especializados.
Nesse contexto, surgem com frequência golpes envolvendo falsas corretoras de criptomoedas, falsos investimentos, falsos gestores, falsos pools de mineração, phishing de carteiras digitais e esquemas em que a vítima é induzida a transferir criptoativos para carteiras controladas por terceiros. São modalidades diferentes, mas que compartilham um discurso comum: a ideia de que, depois da transferência, não há mais o que fazer.
Essa premissa, porém, não é absoluta.
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Perder dinheiro em criptomoedas não significa, necessariamente, o fim da linha

Existe um erro recorrente quando se fala em golpes com criptoativos: a crença de que blockchain é invisível e que, uma vez enviada a criptomoeda, o rastro desaparece. Embora transações em blockchain não sejam estornáveis como operações bancárias tradicionais, elas deixam registros públicos e rastreáveis.
Cada movimentação gera dados objetivos como endereços de origem e destino, horários, valores, redes utilizadas e conexões entre carteiras. Quando analisadas de forma técnica, essas informações permitem mapear o caminho percorrido pelos criptoativos, identificar padrões de dispersão, passagem por exchanges e, em alguns casos, pontos em que valores ainda podem ser associados a estruturas reais.
É exatamente nesse ponto que a atuação especializada faz diferença.
O diferencial do rastreamento técnico em golpes com criptoativos
Casos de fraude com criptomoedas exigem mais do que uma resposta genérica ou apenas jurídica. Eles demandam integração entre investigação técnica e estratégia legal.
Na atuação de um advogado de criptomoedas e criptoativos, o caso não é tratado como uma simples perda financeira, mas como um evento que exige metodologia, análise da fraude, preservação de provas digitais, rastreamento do caminho das transações e avaliação de possíveis medidas a partir dos dados coletados.
No caso da Dra. Elisângela Taborda, a atuação conta com equipe técnica especializada em rastreio de criptomoedas, incluindo investigador da Polícia Civil com experiência em investigação financeira e rastreamento de ativos digitais. Isso permite tratar o golpe com lógica investigativa, cruzando dados de blockchain com informações operacionais e jurídicas.
Esse tipo de trabalho não promete recuperação automática nem soluções milagrosas. O que ele oferece é análise concreta, baseada em evidências técnicas, algo que a vítima dificilmente consegue fazer sozinha.
Por que rastrear o caminho das criptomoedas muda o cenário
Em golpes mais estruturados, os criminosos raramente deixam os valores parados. Eles fragmentam os ativos, utilizam múltiplas carteiras, fazem pontes entre redes, recorrem a mixers ou tentam converter os criptoativos em exchanges.
O rastreamento técnico permite:
- reconstruir a movimentação dos ativos
- identificar passagem por plataformas conhecidas
- detectar padrões de lavagem ou dispersão
- produzir relatórios técnicos utilizáveis em medidas judiciais
- embasar pedidos de bloqueio, cooperação e responsabilização
Sem esse trabalho, o caso fica restrito a um endereço isolado. Com rastreamento, ele ganha contexto, cadeia de movimentação e valor probatório.
Golpe com criptomoedas costumam estar ligados a outras fraudes
Outro aspecto recorrente em 2026 é que o golpe com cripto raramente acontece de forma isolada. Ele costuma estar conectado a engenharia social, falsos investimentos, golpes bancários híbridos, uso de Pix como etapa inicial, lavagem de dinheiro e utilização de laranjas e intermediários.
Por isso, muitos casos exigem uma abordagem mais ampla, que não trate apenas a cripto, mas todo o contexto financeiro da fraude. Nesses cenários, a análise conjunta com um advogado especialista em golpes financeiros costuma ser determinante para entender a dimensão real do prejuízo e as medidas cabíveis.
O que a vítima deve fazer ao identificar o golpe
Quando a fraude é percebida, algumas atitudes fazem diferença:
- interromper imediatamente novos envios
- preservar conversas, links, comprovantes, TXIDs e endereços
- não pagar taxas ou depósitos adicionais para suposto desbloqueio
- evitar decisões por impulso ou tentativas de recuperar sozinho
Antes de concluir que o dinheiro foi definitivamente perdido, o caminho mais racional é entender o que aconteceu tecnicamente.
O ponto central em 2026
Golpe com criptomoedas deixaram de ser exceção. Eles atingem investidores iniciantes, empresários e pessoas comuns que foram induzidas por estruturas profissionais de fraude.
E embora não exista garantia de recuperação, também não é correto afirmar que toda perda é irrecuperável. Quando há rastreio técnico, investigação especializada e estratégia jurídica, o caso deixa de ser suposição e passa a ser tratado como fraude rastreável.
É nesse cenário que a atuação especializada, com equipe, método e investigação, se torna um diferencial real.



